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» Janela de Oportunidade: Investimentos em Infraestrutura para Importação de Combustíveis

por Mariana Werneck

Matéria publicada no Valor Econômico em 14/04/16 destacou pontos da apresentação que a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, fez a executivos sobre a necessidade de investimentos em portos e refinarias para permitir o atendimento da demanda de combustíveis nos próximos 10 anos.

Importação de combustíveis - blog - ILOS
Figura 1 – Brasil precisa de investimentos em portos e refinarias para atender demanda futura

Fonte: Divulgação

Os dois primeiros meses do ano já antecipam uma tendência de queda mais acentuada para 2016. Se em 2015 a queda das vendas de combustíveis foi de -1,9%, em 2016 o cenário que se delineia já é mais preocupante, com retração do período de janeiro e fevereiro de -5,5% em relação à demanda já reduzida do mesmo período de 2015. Sendo assim, é provável que tenhamos que esperar alguns anos até haver novamente algum crescimento em relação ao pico histórico. Entretanto, como o ajuste da infraestrutura é um projeto de médio/longo prazo, é premente discutir este assunto o quanto antes.

Com o cancelamento das refinarias Premium I e da Premium II, a construção de novas refinarias parece uma alternativa distante. Isso se deve tanto à atual situação da Petrobras quanto à tendência mundial de desinvestimento em refino. Sendo assim, no longo prazo, há expectativa de crescimento das importações de derivados, o que exercerá importante pressão sobre a infraestrutura existente. Muitas traders do país, inclusive, já estão importando combustíveis, principalmente pelo spread entre os preços locais e internacionais.

A lógica de importação de parte significativa da demanda de combustíveis deve alterar volumes, fluxos já consolidados de escoamento e esbarrar em restrições de capacidade. Os principais gargalos futuros se darão nos portos. Um ponto inicial a ser considerado é a existência de um hub versus a importação em navios menores para mais de porto. Uma possibilidade, neste caso, seria o transporte colaborativo (Vessel Sharing Agreement) entre os players interessados, pelo menos na perna internacional, como costuma acontecer no mercado de contêineres.

A decisão de quais portos utilizar passa pela avaliação de sua posição estratégica, profundidade do cais e do canal de acesso e capacidade estática e dinâmica de tancagem. Em relação a este último ponto, uma observação importante que deve entrar na equação é a provável mudança na política de estoques por produto, uma vez que a extensão do intervalo de ressuprimento deve aumentar a cobertura de estoques necessária.

Hoje são poucos os terminais no país que reúnem todas as características para serem potenciais portas de entrada para a importação de combustíveis. É importante aproveitar este período de baixa demanda para ajustar e expandir a infraestrutura existente, evitando gargalos futuros que aumentarão ainda mais o já exagerado custo Brasil.

Referências

http://www.valor.com.br/brasil/4523317/para-anp-pais-precisa-de-novas-refinarias-e-portos

http://www.anp.gov.br/?pg=69299&m=&t1=&t2=&t3=&t4=&ar=&ps=&1461594827704


Fonte: ILOS - Especialistas em Logística e Supply Chain
Link: http://www.ilos.com.br/web/investimentos-em-infraestrutura-para-importacao-de-combustiveis/
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