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» Onde a crise não atraca

O porto catarinense, eleito o melhor e mais eficiente do País, busca alternativas para crescer e atender à demanda das empresas do Sul, Apesar das dificuldades da economia brasileira

Quem chega ao Porto Itapoá, a pouco mais de 80 quilômetros da cidade de Joinville, a Manchester Catarinense, dificilmente encontra algum indício da crise que aflige a economia brasileira. Paredões de contêineres, com altura equivalente a prédios de seis andares, se impõem no horizonte, separando as águas da Baía da Bapitonga, que também banha São Francisco do Sul, e a mata nativa que domina o litoral de Santa Catarina. Mais do que um terminal privado de cargas para importação e exportação, Itapoá é uma exceção na sucateada infraestrutura portuária brasileira.

Eleito o melhor e mais eficiente terminal do País, no ano passado, segundo pesquisa do Instituto Ilos com mais de 800 empresas, o porto, em operação há quatro anos, agora enfrenta seu maior desafio: o crescimento. O local possui capacidade para até 500 mil contêineres, mas mantém cerca de 550 mil atualmente, com produtos de 200 empresas – entre elas a montadora alemã BMW, que opera uma fábrica a poucos quilômetros dali, o frigorífico JBS e a gigante de alimentos BRF. “A crise que enfrentamos aqui é uma boa crise, a de como administrar um crescimento impressionante”, afirma o executivo carioca botafoguense Patrício Júnior, presidente do Porto Itapoá.

“Estamos no limite, com duas opções, crescer ou crescer.” Os números do porto realmente chamam a atenção. Em março deste ano, Itapoá movimentou 26,7 mil contêineres, mais do que o dobro da média mensal de 2012, consolidando-se como o sexto terminal marítimo em importância do País.No acumulado do primeiro trimestre, o entra-e-sai de mercadorias aumentou 17,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. A ala de carga refrigerada, por exemplo, com 2.160 tomadas, foi completamente ocupada neste início de ano. O bom desempenho do porto rendeu um faturamento de R$ 231,6 milhões em 2014, um aumento de 31,5% na comparação com 2013.

“Itapoá simboliza os avanços no País no setor portuário, provando que mesmo com as dificuldades que estamos atravessando, há muito espaço para crescer”, diz Jonas Mathias Lopes, consultor de infraestrutura da FGV. Graças à boa aceitação do porto, as sócias do terminal, a brasileira Portinvest – formada pela união do Grupo Battistella e a Logz Logística, donas de 70% – e a gigante alemã Hamburg Süd, com 30%, estão prontas para investir R$ 500 milhões na ampliação de Itapoá. Segundo o presidente Patrício Júnior, a empresa aguarda, no entanto, o sinal verde do Ibama para iniciar uma ampliação da área de armazenagem dos atuais 156 mil m² para 452 mil m². Assim que a licença for liberada, a obra deve levar de 12 a 18 meses para ser concluída.

“Estamos ansiosos para expandir nosso terminal, garantindo às empresas instaladas no Sul uma alternativa eficiente para importar e exportar”, diz Patrício Júnior. Além da área de armazenagem, a ampliação de Itapoá prevê a expansão do píer em 1.210 metros, o que possibilitará a atracação simultânea de até três navios de grande porte, com 350 metros. Está previsto também o alargamento do píer atual, de 43 metros para 62 metros de largura. A reforma dará condições de tráfego mais intenso de caminhões, reduzindo o tempo de embarque e desembarque. “Itapoá será, em breve, a prova de que não existe porto ruim. Existe porto mal administrado”, afirma Patrício Júnior.

Fonte: Istoé Dinheiro


Fonte: ILOS - Especialistas em Logística e Supply Chain
Link: http://www.ilos.com.br/ilos_2014/onde-a-crise-nao-atraca/
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